22 janeiro 2002

O blues me acalma
O rock, me agita
No silêncio me escuto
Tua voz me excita

21 janeiro 2002

Saudade
não precisa de tempo;
basta a ausência.

15 dezembro 2001

Amar
o mar
amor
no mar
o amor
amar

07 dezembro 2001


Gosto quando voltas
Gosto do gosto
Que deixas quando partes
E em partes me deixas
Envolta no teu gosto
Que eu gosto tanto.


22 novembro 2001

    Em branco...

          Assim, passo.
Doida paixão
Doída distância
Dói ida
Dói partida
Dói parte
Dói peito
Doido amor
Doida de amor
Doida dor
Dor moída
Dor de amor
Doída
Dor bem-vinda
Doideira
Dói
Doideja
Doidice
Sentir
sentidos
sem ti,
não sinto.
Sem ti,
sentir
não faz
sentido.

03 novembro 2001

Amarga partida
parte o amor
Parte do amor
fica
Amor em partes
partido amor
amargo fica.

31 outubro 2001

Conto
encontros
e desencontros
Canto
encantos
e desencantos.

29 outubro 2001

Paixão:
"Gostar demasiadamente...
quase insanamente;
uma coisa bem séria."

26 outubro 2001

Sabê-lo não é o bastante
Ouvi-lo nunca é demais
Vivê-lo é busca constante
Dizer sem senti-lo, jamais:
AMO-TE!

30 setembro 2001

Dos sabores que provei
ainda fico a salivar
quando penso no abricot:
o teu gosto faz lembrar.

14 setembro 2001

Ar de Infância

Memória de cheiros e ares
Balanço de corda, quintais
Fumaça de lenha queimada
Pão caseiro, parreirais

Estrada de chão batido
Eucaliptos, favos de mel
Destinos sem pressa nenhuma
Juras de amor no papel

Domingos festivos -de praxe-
Despedidas, solidão
Alento de avós maternos
Colos e cantos em alemão

Páscoas da busca dos ninhos
Pinheiros brilhando Natais
Adega embaixo do assoalho
Segredos e músicas medievais

Prosa, mate, cadeira de balanço
Óleo em tela das mãos teatrais
Papoulas cobrindo canteiros
Puras quimeras imortais

Sabores de infância, saudade
Tempos guardados virando pó
Retratos se quebram, amarelados
Dos sonhos, lembranças, e só.

12 setembro 2001

Onde está meu norte
onde está meu rumo
se perdi o leme
se fiquei sem prumo?

Fragmentos, retalhos
partes desencontradas
Que fiz eu de mim
vazia morada?

10 setembro 2001

De tempos em tempos
nem tempo
de ser
terás
E o tempo
nem tempo
terá
pra te ver
passar
E sem tirar
nem pôr
o tempo
virá
levando
o melhor
do seu tempo
pra lá
deixando
do tempo,
temporais.

___________

Estremeço
quando sinto
que sem ti
adoeço.
___________

Não moro
me enamoro
namoro
na morada
da namorada.
___________

A chuva alaga
encharca
e até mata
Só não afoga
essa mágoa
entranhada.

26 agosto 2001

Amanheci sem cor,
O dia, acinzentado;
Pedi que o sol não viesse
para eu ficar em preto e branco,
nublado.
___________

Não passe a vida procurando um amor,
pois quando o encontrares,
a vida já terá passado.
___________

Se o amor chegar,
não pense duas vezes;
não pense.
___________

Ando assim...
meio curta,
meio breve,
abreviada.
Do sentido
sinto o dito
E o não dito
fica
sem sentido.
___________

Parte de mim
partida...
Vê se volta
parte ida.

20 agosto 2001

Esperei o amanhã chegar
Já passou
Sem me avisar.
___________

Não me perguntes por que te quero
Te quero
não me perguntes por quê.

08 agosto 2001

Teu cheiro hipnotiza
Teu aroma embriaga
Driblo a saudade
No teu perfume encharcada.
___________

Interjeição,
mais parece
intensa sensação.

02 agosto 2001

Definindo os artigos...

O palpite roubou a cena
os personagens viraram gente
os índices explodiram a tabela
o provedor travou de novo
o autor quase enlouqueceu
os anjos piraram no 34
o nosso medo é de que acabe
os amores se esconderam
os humores se revezaram
o nosso dia mudou de rumo
o site é um sucesso
o livro on-line vai pro papel
o Badaró nunca morreu
o amor de Elyza não acabou
o meu coração quase explodiu
os blues podem voltar
os dias prateados vão continuar!